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Fluminense derrota o Bahia e se afasta da zona do rebaixamento

O Fluminense ainda está longe de ser um time que domina o adversário. A vitória sobre o Bahia demonstrou, no entanto, que se a organização e a consistência defensiva ainda não chegaram ao nível esperado, a soma de talentos individuais no ataque pode decidir uma partida. Ainda mais com a grande fase do goleiro Muriel para segurar o resultado. Com uma boa atuação coletiva, especialmente no primeiro tempo, a equipe do técnico Marcão fez 2 a 0 no Maracanã, evitou a reação do Bahia, e subiu para a décima terceira posição, a seis pontos da zona de rebaixamento.

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Na ausência de Ganso, suspenso, o destaque inicial foi Daniel, que fez um gol e ditou o ritmo do meio-campo tricolor, com intensidade no início de praticamente todas as jogadas de ataque. Mesmo com Nenê marcando o dele, de pênalti, a organização do time vindo da defesa era de de Daniel. O que tornou os duelos no meio-campo mais favoráveis ao Fluminense no começo do jogo.

É verdade que a pressão inicial do Bahia por pouco não mudou o roteiro da partida. E que mesmo atrás do marcador, os visitantes não deixaram de criar situações de perigo. Passando a dominar as ações na etapa final. Logo no início, o Fluminense havia escapado de sofrer um gol. Elber, quase debaixo da trave, chutou por cima, praticamente sem goleiro. Em seguida, o zagueiro Digão sentiu um problema muscular e saiu cedo. As melhores imagens de Fluminense 2 x 0 Bahia Goleiro Muriel voltou a ser um dos destaques do Fluminense Foto: Antonio Scorza / Antonio Scorza Nenê comemora o primeiro gol do Fluminense contra o Bahia Foto: Antonio Scorza / Antonio Scorza Diante de um desolado goleiro Douglas, Daniel corre para comemoar o segundo gol do Fluminense Foto: Antonio Scorza / Antonio Scorza Daniel, camisa 20, é abraçado ao marcar o segundo gol do Fluminense Foto: Antonio Scorza / Antonio Scorza Daniel aponta para a cabeça ao marcar o segundo gol do Fluminense Foto: Antonio Scorza / Antonio Scorza Pular PUBLICIDADE João Pedro na partida entre Fluminense e Bahia, no Maracanã Foto: Antonio Scorza / Antonio Scorza

O Flu só se achou no jogo após o pênalti sofrido por Yony e marcado por Nenê, aos 20 minutos. Dez minutos depois, o artilheiro Gilberto teve chance de empatar e errou o alvo. O meio-campo tricolor não conseguia segurar a bola e controlar as ações. Nenê e Nem especialmente. O primeiro passou a errar muitos passes. E Nem carregava demais a bola e era pouco efetivo. O mesmo acontecia com o jovem atacante João Pedro. O jogo se tornou franco. Com chances de lado a lado. Foi quando Nem arrancou pela direita e fez o simples. Serviu João Pedro, que acertou o travessão. No rebote, Daniel ampliou aos 44.

PUBLICIDADE No segundo tempo, o Bahia aumentou a pressão. E Muriel apareceu para salvar em três oportunidades. O Fluminense se postou de forma ainda mais defensiva para se proteger. E nos contra-ataques tinha dificuldade de finalizar a gol. A participação fraca dos laterais, presos na marcação, pesou contra. As alterações no Bahia deixaram o time ainda mais veloz e as chances se avolumaram.

Marcão entrou com Dodi na vaga de Aírton, nitidamente cansado. Roger Machado já tinha tirado o volante Ronaldo e o meia Guerra e lançado os atacantes Arthur Caíke e Lucca. Mesmo com dois gols na frente, quando o Fluminense ia ao ataque, deixava espaços na defesa. Fruto de um posicionamento espaçado, que Marcão tentava corrigir. O duelo dos dois únicos técnicos negros da Série A começou em clima amistoso antes de a bola rolar, quando ambos vestiram a camisa de uma campanha contra o racismo. Dois trabalhos em desenvolvimento apenas nesta temporada, que começam a mostrar bons frutos. Na quinta-feira, o Fluminense recebe o Athletico-PR, no Maracanã para tentar emplacar uma sequência e subir na tabela