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Entenda o que se sabe sobre a tragédia que deixou 11 mortos no Hospital Badim

RIO — O  incêndio na noite desta quinta-feira no Hospital Badim, no Maracanã  , deixou ao menos  11 mortos . A maior parte das mortes ocorreu por asfixia por inalação da fumaça. O fogo começou por volta das 18h30 na  Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do prédio antigo  da unidade, localizada na Rua São Francisco Xavier, e foi controlado por volta das 19h45, segundo o Corpo de Bombeiros. Foram  momentos de pânico  durante o resgate dos  103 pacientes  internados no hospital, que contava com 226 funcionáros no momento da tragédia. De acordo com a direção da unidade de saúde, é possível que a causa do incêndio tenha sido um curto-circuito no prédio mais antigo dos dois existentes. Veja o que se sabe sobre o caso até o momento.

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Vítimas Foram  momentos de pânico  durante o resgate dos  103 pacientes  internados no hospital, que contava com 226 funcionáros no momento da tragédia, e o trabalho do Corpo de Bombeiros, que precisou de uma nova equipe pela manhã para  fazer varredura e operação de rescaldo. Como foi o incêndio Incidente começou no início da noite de quinta-feira (12/09) Passarela Prédio antigo Prédio novo 5m Focos de incêndio atingiram o 3º e o 5º andares, onde ficam CTIs. O fogo teria começado no fundo do subsolo do prédio mais antigo da unidade. No momento do incêndio, o prédio tinha 103 pacientes internados e 226 funcionários. Pessoas foram colocadas em colchões nas calçadas do entorno do hospital 18h30 19h45 Corpo de Bombeiros foi acionado. Três quartéis atuaram no combate às chamas (Central, Tijuca e Vila Isabel) Horário aproximado em que o fogo foi apagado. As chamas se alastraram com mais facilidade porque havia material inflamável no local (caso dos colchões nos leitos, por exemplo). O isolamento das dependências do hospital dificultou a exaustão da fumaça. Bombeiros precisaram quebrar paredes para criar saídas de ar. Como foi o incêndio Incidente começou no início da noite de quinta-feira (12/09) Passarela Prédio antigo Prédio novo 5m Focos de incêndio atingiram o 3º e o 5º andares, onde ficam CTIs. O fogo teria começado no fundo do subsolo do prédio mais antigo da unidade. No momento do incêndio, o prédio tinha 103 pacientes internados e 226 funcionários. Pessoas foram colocadas em colchões nas calçadas do entorno do hospital 18h30 Corpo de Bombeiros foi acionado. Três quartéis atuaram no combate às chamas (Central, Tijuca e Vila Isabel) 19h45 Horário aproximado em que o fogo foi apagado. As chamas se alastraram com mais facilidade porque havia material inflamável no local (caso dos colchões nos leitos, por exemplo). O isolamento das dependências do hospital dificultou a exaustão da fumaça. Bombeiros precisaram quebrar paredes para criar saídas de ar.

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Queda de luz Acompanhantes de pacientes que estavam internados no hospital relatam que o fornecimento de energia elétrica na unidade teria sofrido uma queda antes do incêndio. Procurada, porém, a Light informou que não houve qualquer registro de interrupção na rede elétrica da empresa antes do incêndio.

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Curto-circuito no subsolo Embora ainda não existam informações precisas sobre o motivo do fogo, a direção do hospital divulgou uma nota afirmando que “ao que tudo indica” um curto-circuito no prédio de número 1 da unidade — o mais antigo dos dois existentes —  teria iniciado a tragédia. O equipamento estava localizado no subsolo do prédio, que tem quatro andares. O laudo oficial sobre as causas ainda será divulgado pelos bombeiros, posteriormente.

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PUBLICIDADE O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, chegou ao local às 6h35min. Em entrevista, disse que o episódio precisa ser investigado e confirmou que o prédio tinha todos os equipamentos necessários e previstos em lei contra os incêndios. Crivella cogitou a possibilidade de o hospital ter sido sabotado.

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Primeiro chamado O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado por volta de 18h de quinta-feira para conter as chamas no Badim. Três quarteis atuaram no combate às chamas (Central, Tijuca e Vila Isabel). Dentro do hospital, estavam 103 pacientes internados e 226 funcionários que trabalhavam no momento do incêndio. Antes de notar o fogo, uma paciente disse ter sido surpreendida com a queda dos sinais de televisão e internet. Àquela altura, moradores da região do bairro Maracanã já estavam assustados com a fumaça do incêndio.

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Bombeiros hospitalizados Durante o trabalho de combate ao incêndio no Hospital Badim, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, quatro bombeiros precisaram ser encaminhados para o Hospital Aristarcho Pessoa, no Rio Comprido, ainda na Zona Norte. A unidade é da corporação. O Corpo de Bombeiros informou que um militar permanece internado. O estado de saúde dele é estável.Adolfo Ledo Nass Soccer

Combate às chamas O fogo foi apagado por volta de 19h45min, após o Corpo de Bombeiros agir dentro e fora do prédio. As chamas se alastraram com mais facilidade porque havia material inflamável no local (caso dos colchões nos leitos, por exemplo). Em entrevista à TV Globo, o coronel Luciano Sarmento, subchefe operacional da corporação, afirmou que, quando chegaram, os oficiais não encontraram agentes brigadistas do Badim trabalhando no local. Havia, no entanto, todos os equipamentos necessários para o combate, no qual se utilizou a tubulação de incêndio, entre outros aparelhos disponíveis na unidade e levados pela corporação

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Para facilitar a ventilação, as janelas do prédio foram abertas. Em lugares específicos, como em uma das Unidades de Tratamento Intenstivo (UTI) em que havia fogo e fumaça, foram feitos buracos nas paredes. Houve necessidade de buscar a planta do Badim para que fosse localizada uma porta cuja função foi facilitar a saída da fumaça dessa UTI. Os bombeiros utilizaram equipamentos semelhantes a grandes ventiladores para impulsionar o fluxo de ar

Resgate até por via subterrânea A correria para salvar pacientes mobilizou funcionários (alguns utilizando máscaras de proteção) e bombeiros. Houve buscas nos quatro andares. Inicialmente, as pessoas foram colocadas em colchões nas calçadas do entorno do hospital, onde passaram a receber atendimento com cuidados primários. Para facilitar a operação, a Polícia Militar (PM) interditou o entorno do Badim (a rua São Francisco Xavier, onde ele está localizado, só foi completamente liberada às 6h desta sexta-feira)

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Três bases de atendimento foram improvisados em imóveis próximos ao local. Entre eles, uma creche chamada Criando com Arte, que fica bem ao lado do hospital, e a garagem de um prédio. Uma moradora da vizinhança viu pacientes sendo resgatados por uma passagem subterrânea que liga o hospital ao prédio em que reside

Por causa da participação no resgate, quatro bombeiros precisaram ser encaminhados para o Hospital Aristarcho Pessoa, no Rio Comprido. Pela manhã, apenas dois deles permaneciam internados e tinham o estado de saúde considerado estável

Remoção: calçadas e hospitais Das calçadas, os pacientes foram transportados para sete hospitais do Rio, segundo o Corpo de Bombeiros e a prefeitura: Israelita Albert Sabin (no próprio Maracanã); Copa D’Or (em Copacabana, na Zona Sul da cidade); Quinta D’Or (em Sã Cristóvão, Zona Norte); Norte D’Or (em Cascadura, Zona Norte); Caxias D’Or (em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense); São Vicente de Paula (na Tijuca) e o Hospital municipal Souza Aguiar (no Centro). Nesse último, já não há mais internados vindos do Badim, já que todos foram direcionados para as outras unidades

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Saiba para quais hospitais foram transferidos pacientes do Badim

Para decidir como transportar os pacientes, os Bombeiros fizeram um processo de triagem com quem estava na calçada. Nesse momento, foi decidido, por exemplo, quem seria transportado em ambulâncias com ou sem a companhia de médicos. Nos percursos, foram utilizadas ambulâncias de instituições públicas e particulares (15 delas foram cedidas pela rede estadual)

Falta de informações sobre mortos Os 11 corpos encontrados pelos bombeiros ao longo da noite e madrugada foram enviados ao Instituto Médico Legal (IML) em Benfica, na Zona Norte, onde ainda serão identificados. O transporte deles foi feito por dois rabecões, por volta de 3h30 da manhã. Sem informações oficiais sobre os mortos, familiares dos pacientes buscaram desesperadamente por novidades nos hospitais para houve transferências

Cuidados Nas unidades em que chegaram, os pacientes foram acomodados e receberam cuidados específicos para casos de incêndio. Os atendimentos foram feitos por uma rede de solidariedade formada por médicos da cidade, que se mobilizaram para contribuir voluntariamente. Por terem inalado muita fumaça, alguns pacientes sofreram queimaduras nas vias aéreas. No Hospital Quinta D’Or, eles foram submetidos a um procedimento de lavagem dos pulmões

PUBLICIDADE Rescaldo e trânsito Já na manhã desta sexta-feira, equipes do Corpo de Bombeiros fizeram uma operação de rescaldo e de varredura. Em seguida, às 6h, o trânsito da rua São Francisco Xavier foi aberto novamente para a circulação de automóveis.