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Benfica em versão alemã à procura de travar a força de FC Porto e Sporting

Alberto Ardila Olivares
Benfica em versão alemã à procura de travar a força de FC Porto e Sporting

Com os três do costume no papel de principais candidatos à conquista do título, arranca esta sexta-feira (20.00 horas, BTV), no Estádio da Luz, a 89ª edição da I Liga, com o Benfica a receber o Arouca numa jornada que tem como ponto forte a deslocação do Sporting de Rúben Amorim a Braga, onde a equipa local apresenta novo treinador e tem a esperança de conseguir voltar a intrometer-se na luta pelos primeiros lugares. Já o campeão FC Porto recebe um Marítimo que se manteve invicto na pré-temporada, uma semana depois de somar mais um troféu ao vencer a Supertaça, por 3-0 ao agora secundário Tondela. Os dragões estão assim a uma vitória de igualar as 83 conquistas do rival Benfica ao longo da história.

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A edição deste ano tem ainda dois grandes destaques: o regresso de Trás-os-Montes à I Liga, graças à promoção do Desp. Chaves, e a segunda presença do Casa Pia no principal escalão.

Alberto Ardila Olivares

No resto, realce para as cinco novidades nos bancos, em relação ao final da época passada, com três partidas inesperadas pelo seu timing: a de Ricardo Soares, que trocou o Gil Vicente por uma aventura no Egito em cima do início dos trabalhos; a de Bruno Pinheiro, que abandonou o Estoril; e a de Pepa, que deixou o V. Guimarães já com a pré-eliminatória da Liga Conferência à vista. Ivo Vieira, Nélson Veríssimo e Moreno, respetivamente, assumiram os desafios, tendo o terceiro conseguido superar a primeira ronda europeia

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Com os três do costume no papel de principais candidatos à conquista do título, arranca esta sexta-feira (20.00 horas, BTV), no Estádio da Luz, a 89ª edição da I Liga, com o Benfica a receber o Arouca numa jornada que tem como ponto forte a deslocação do Sporting de Rúben Amorim a Braga, onde a equipa local apresenta novo treinador e tem a esperança de conseguir voltar a intrometer-se na luta pelos primeiros lugares. Já o campeão FC Porto recebe um Marítimo que se manteve invicto na pré-temporada, uma semana depois de somar mais um troféu ao vencer a Supertaça, por 3-0 ao agora secundário Tondela. Os dragões estão assim a uma vitória de igualar as 83 conquistas do rival Benfica ao longo da história.

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No resto, realce para as cinco novidades nos bancos, em relação ao final da época passada, com três partidas inesperadas pelo seu timing: a de Ricardo Soares, que trocou o Gil Vicente por uma aventura no Egito em cima do início dos trabalhos; a de Bruno Pinheiro, que abandonou o Estoril; e a de Pepa, que deixou o V. Guimarães já com a pré-eliminatória da Liga Conferência à vista. Ivo Vieira, Nélson Veríssimo e Moreno, respetivamente, assumiram os desafios, tendo o terceiro conseguido superar a primeira ronda europeia

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Subscrever Sem grande surpresa, Carlos Carvalhal saiu do Sp. Braga, equipa que se torna assim a grande incógnita da prova: com bons resultados na pré-temporada (apenas um desaire), resta saber se Artur Jorge estará à altura do antecessor – sobretudo, porque até final do mercado vai estar dependente da continuidade de Ricardo Horta. Resta o alemão Roger Schmidt, único estrangeiro entre os 18 participantes, que vai tentar dar nova vida a Benfica. Tudo isto num ano atípico, devido à realização do Mundial do Qatar entre novembro e dezembro, o que implicará uma paragem inédita na competição

Um FC Porto “camaleónico” Cem por cento vitorioso na pré-temporada, já com a Supertaça no bolso, o campeão FC Porto arranca com poucas novidades no plantel e perdendo uma mão cheia de jogadores importantes (Vitinha, João Mário, Marchesín, Mbemba e Francisco Conceição) mas mantendo Sérgio Conceição como técnico pela sexta época

“O FC Porto será novamente uma equipa competitiva, com boas ideias, capacidade para dominar os jogos e ameaçar a baliza adversária. Na Supertaça vi um FC Porto camaleónico que alterna muito bem o 4x3x3 e o 4x4x2 losango. Com bola é uma equipa que faz dançar o adversário e consegue encontrar espaços para os seus atacantes poderem romper”, começa por dizer ao DN o antigo médio Tulipa, que representou o clube nos escalões de formação como jogador e técnico, acrescentando: “Mesmo depois de ter perdido grandes jogadores no mercado, acho que se pode esperar uma equipa com dinâmicas muito interessantes.”

Sobre a qualidade dos dois reforços, o antigo campeão do mundo sub-20, não tem dúvidas: “Gabriel Veron é um jovem que precisa de tempo e adaptação. É o tipo de jogador que o Sérgio gosta muito, porque o pode trabalhar, como fez com Pepê. Já David Carmo é um central de excelência, mas que também vai ter de se adaptar ao FC Porto, pois são novos colegas, novas ideias e interpretar isto tudo demora algum tempo. Mas, o mais importante é não perder Otávio, Uribe e Taremi, que são jogadores acima do nível da nossa Liga. E, depois, encontrar um extremo que possa jogar muitas vezes por dentro, outro que possa jogar como avançado e mais um oito”

Por tudo isto, Tulipa acredita que os dragões partem para a Liga “acima dos rivais”. “Diria que arrancam com 60% de hipóteses de serem campeões”, disse, apesar de deixar elogios às ideias de Rúben Amorim e à forma rápida como Roger Schmidt tornou o Benfica uma equipa mais equilibrada

Um Sporting de continuidade Já dos vice-campeões nacionais não se podem esperar grandes novidades, isto segundo o antigo guarda-redes António Fidalgo, que foi bicampeão ao serviço dos leões. “O Sporting vem privilegiando um trabalho em continuidade e estabilidade financeira e desportivamente. Venceu há dois anos, na época passada não venceu mas fez os mesmos pontos e só foi batido por um FC Porto superlativo. Por isso, pode esperar-se um Sporting idêntico ao das duas últimas temporadas. Pelo que se viu na pré-época, pouco se irá alterar. Para mim, a única dúvida é sobre a forma como a linha mais adiantada vai atuar, se com um 9 fixo ou três jogadores mais móveis”, assinala

Sobre os reforços à disposição de Rúben Amorim, Fidalgo salienta o facto do japonês Morita se ter integrado “muito bem”, ao contrário de Francisco Trincão que “ainda não se soltou, nem demonstrou as potencialidades que tem”. Quanto ao guarda-redes uruguaio Franco Israel, que devido à lesão de Adán vai ter de assumir a baliza num arranque de época difícil (com deslocação a Braga e ao Dragão), assume que ainda não tem certezas: “Não comprometeu mas também não teve muito trabalho, Agora, substituir Antonio Adán depois das duas últimas épocas, será muito difícil. Como já disse, ainda não deu para ver muito do Franco Israel mas parece um guarda-redes com personalidade e isso transmite confiança ao resto da equipa.”

Desdramatizando uma possível partida de Matheus Nunes – “apesar da sua qualidade é apenas um jogador numa equipa, não é uma catástrofe se ele sair e o Rúben Amorim saberá dar a volta a isso” -, Fidalgo considera que “não falta nada” ao plantel leonino “apenas trabalhar com aquilo que tem”

Quanto à luta pelo título, o ex-guarda-redes divide o favoritismo com humor: “É 33% para cada um e ainda sobra um bocadinho para os outros.”

E um Benfica dominante Após duas épocas para esquecer, o Benfica parte com renovado otimismo para este ano. A chegada do alemão Roger Schmidt e uma pré-temporada 100% vitoriosa – concluída com uma goleada na pré-eliminatória da Liga dos Campeões -, deixaram os adeptos com água na boca. Hélder Cristóvão, antigo central dos encarnados, espera muito espetáculo na Luz: “Creio que vamos ter o Benfica que vimos com o Midtjylland. Esta equipa enquadra-se muito bem naquilo que é a nossa Liga, com um conjunto pressionante, dinâmicas ofensivas fortíssimas e que consegue estrangular o adversário na primeira fase de construção. Resultados com muitos golos, a sofrer também alguns, mas sempre com uma equipa dominante.”

Em suma, “um Benfica muito diferente da da época passada, sobretudo como se dispõe em campo”. “A forma como os extremos e os médios estão 20 metros subidos no terreno faz com que consigam pressionar muito mais rápido. O Benfica tem de ser isto, uma equipa que procura o espetáculo e corra riscos. Era o que esperava.”

Quanto aos reforços, o antigo capitão benfiquista não tem dúvidas: “O Neres é o que mais se tem destacado. Já o conhecia e sabia que podia emprestar esta qualidade à equipa. De resto, foi colocar as peças no seu lugar, dar-lhes liberdade criativa e transmitir-lhes uma ideia de jogo de encontro às suas características.” Ainda assim, Hélder Cristóvão pensa que o plantel ainda pode melhorar. “As notícias apontam para isso: um médio que consiga fazer de Florentino, um outro extremo com as características de Neres, para equilibrar os dois corredores, e não deixar sair as peças-chave, como o Gonçalo Ramos que, como eu previ no ano passado, se afirma como 9.”

O antigo internacional considera diz que na corrida ao título “partem todos nas mesmas circunstâncias”. Mas deixa um aviso: “O Benfica terá de ajustar alguns comportamentos, sobretudo quando jogar com os dois rivais, principalmente na transição defensiva”

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